Essa enfermidade é conhecida também como a Febre dos Pântanos e AIDS equina.
A Anemia Infecciosa Equina pode comprometer permanentemente o desenvolvimento e desempenho dos equinos.
O período de incubação médio do vírus é de sete a trinta dias podendo este ser antecipado ou estendido.
O vírus é transmitido por meio de moscas e mosquitos, também pode passar da égua para o potro ainda no ventre via placenta ou após o nascimento através do leite. Na fase de viremia o garanhão transmite o vírus através do sêmen no momento do coito. O uso de materiais como seringas e agulhas e instrumentais cirúrgicos que não forem corretamente esterilizados também funcionam como fontes infectantes.
A doença pode manifestar-se da forma superaguda à crônica podendo levar a morte os animais mais frágeis e manter-se inaparente naqueles mais resistentes tornando-os portadores assintomáticos.
Outras doenças podem ser confundidas com a AIE como a Leptospirose, a Babesiose Equina, a Púrpura Hemorrágica (sequela do Garrotilho), o parasitismo, dentre outras.
Os sinais clínicos mais comuns são períodos febris, anorexia, emagrecimento, anemia, mucosas pálidas ou ictéricas, edema no peito e membros, depressão e ainda petéquias, arritmia cardíaca, olhos lacrimejantes, respiração rápida, síndrome cólica e fezes sanguinolentas.
O animal que não apresentar sinais clínicos evidentes da doença é potencialmente um “perigo” para os demais animais da mesma propriedade. Por esta razão o exame de Anemia Infecciosa Equina é um importante método de controle da doença permitindo que em eventos como exposições, provas e leilões os proprietários tenham a garantia de que seus animais não estarão expostos ao vírus.
O teste utilizado para o diagnóstico definitivo da doença é a imunodifusão em gel de ágar também chamado de Teste de Coggins. Este exame custa em média R$ 18,00 e possui validade de dois meses. Toda vez que o cavalo necessitar ser transportado precisa ter o atestado de Anemia Infecciosa Equina negativo.
Para a realização do exame é necessário pelo menos 4 ml de sangue íntegro ou 2ml de soro sanguíneo armazenado em tubo estéril sem anticoagulante e mantido refrigerado. Esse material deve ser enviado ao laboratório credenciado juntamente com a resenha atualizada do cavalo. O resultado do teste é emitido depois de transcorridas 48 horas.
O Médico Veterinário que verificar um exame AIE positivo deve notificar o Ministério da Agricultura para que seja realizado um segundo teste comprovando o resultado obtido no primeiro e assim providenciar o sacrifício deste animal.
Na atualidade não existem tratamentos eficazes e vacinas disponíveis devido ao fato do vírus sofrer mutação assim que penetra no organismo do animal.
Para erradicar a doença de uma propriedade é primordial efetuar o exame de AIE nos animais sacrificando os animais soropositivos e isolando os potencialmente positivos daqueles certificados sadios assim como providenciar um correto manejo de materiais de uso comum aos equinos mantendo o ambiente sempre limpo e os materiais esterilizados, fazer uso de seringas e agulhas descartáveis e realizar periodicamente um controle de insetos.
O cavalo saudável é aquele que tem quem se preocupe com a sua saúde. |